Aula Nº 21 - Comunicação de Crise
Perante uma crise (situação desfavorável não controlada) há duas formas de reagir: criando manobras de diversão ou assumir.
Se excluirmos os valores éticos e morais da história a manipulação é sempre a melhor opção. Assumir expõe muito o seu protagonista. O caso de Isaltino Morais, acusado de desviar dinheiro, Isaltino convocou uma conferência e demitiu-se do governo. Entretanto foi eleito em Oeiras e aguarda julgamento.
Na política é sempre possível negar. No que diz respeito a empresas de bens de consumo não é possível negar principalmente quando envolve a saúde das pessoas. A comunicação social coloca-se sempre do lado do consumidor. O negar vai potenciar os ânimos para cima das empresas. Até os políticos já se aperceberam que o marketing da sinceridade funciona pois a opinião pública gosta que alguèm assuma as responsabilidades (ex. caso Ponte Entre-os-Rios).
Duas hipóteses: assume de imediato e toma logo medidas ou não nega mas diz que vai averiguar a situação e coloca-se disponível para uma inspecção, até averiguar a situação vai colaborar. Ignorar o impacto da crise pode matar a empresa. A comunicação de crise ensina a pensar que uma crise pode ser uma oportunidade para a empresa ganhar a nova vida. Por cada crise que aconteça há sempre uma oportunidade. É necessário tirar partido delas para tentar dar a volta ás situações. No fundo, pretende-se sempre dar a volta à opinião pública – quer com manobras de diversão, quer com muita sinceridade.
Há empresas que mudam de nome para que não fiquem coma carga negativa do nome antigo.
Gestão de crise inclui a própria preparação da crise. É preciso estudar o problema, determinar o público, criar a ideia e realizar o seu transporte. Só pode haver um porta-voz por empresa e com treino, pois não pode ser uma pessoa que se intimida com os jornalistas (media training).
A comunicação de crise pode e deve ser preparada.
A ETA desmente a autoria dos atentados e entretanto a comunicação social começa a investigar e existem suspeitas que foram atentados islâmicos. As pessoas descobrem então que foram enganadas. Assim sendo, a população elegeu José Rodríguez Zapatero, do PSOE, que vence porque as pessoas condenaram a mentira do PP.











